quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

RP e a era digital

Por Renata Arruda

É estranho, mas na minha época de faculdade há remotos três anos dávamos pouquíssima importância ao on-line, todas as campanhas e estratégias que criávamos eram totalmente focadas no off-line.

Quando me formei em 2009 descobri que tinha um diploma e também um mundo digital para desbravar.
 
 
Usei a internet como a minha nova escola, foi assim que aprendi que estamos vivendo a era digital, que muitas ondas vêm como tsunamis, depois passam e às vezes deixam estragos, que as estratégias devem ser pensadas no on e  no off-line e que as ações devem estar interligadas nos dois planos.
 
 
 
Durante um tempo entrei em uma crise existencial sobre o futuro da profissão de RP (onde será que vamos parar? Está tudo tão diferente do que aprendi...) foi aí que compreendi que o mundo digital, as novas mídias, a padronização no contato direto com o cliente on-line, a importância de se ter reputação e relevância nas redes sociais, são nada mais nada menos que atividades de  Relações Públicas, profissional que é habilitado para gerir relacionamentos, fidelizar públicos e manter o foco nas pessoas.
 
 
 
Assim percebi que na “Era do compartilhamento’’ (Gil Giardeli) o RP que souber dar valor ao que os seus públicos compartilham e que trabalha as estratégias on e off-line de forma holística vai sobreviver as tsunamis e deixar um rastro de competência e inspiração nesse mundo que agora é digital, compartilhado e que não para de mudar.
 

 
#FicaDica vídeo do @maurosegura sobre o novo profissional de Marketing e Comunicação. (Vale para RP também).
 
 

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

RP X Publicidade ou RP + Publicidade?

Hoje encontrei o post da  Lívia dos Santos  no blog relações e logo pensei em compartilha-lo com vocês, a Lívia aborda uma questão muito importante sobre a ligação entre o trabalho de Relações Públicas e o de Publicidade e Propaganda. Vale a pena conferir e refletir!

Beijos

Renata Arruda.

RP X Publicidade ou RP + Publicidade? Por que não os dois?

No primeiro post do ano, uma das ideias era trazer alguma perspectiva ou tendência para 2012 em relação a coluna. Como eu trago ações ou campanhas, muitas de publicidade, para que possam nos instigar e inspirar em nossos planejamentos de RP, pensei justamente nessa cisão ou problemática que existe entre Relações Públicas e Publicidade e Propaganda: uma disputa por certas “searas” do mercado e de quem faz melhor. Pelo menos é o que eu vejo e sinto, ainda mais atuando como assessora de imprensa do mercado publicitário – conheço os dois lados da moeda.

Eis que na primeira edição do jornal Meio&Mensagem deste ano, havia um especial com as oportunidades para este ano com artigos de players do mercado. Entre eles, o texto de PJ Pereira, head da Pereira&O’Dell em São Francisco/CA (leia aqui), sobre a ascensão da atividade de Relações Públicas no mercado publicitário. Sim, um publicitário valorizando nossa atividade alinhada com a atuação dele AND numa edição que recebia o título “O que esperar de 2012”! Significa?

Acabei lembrando de um evento que tive a oportunidade de conferir no último dia 28 de novembro, o GP 1+1, conferência anual que se caracteriza como a maior da área de planejamento das Américas. Com o tema “Integração, Colaboração e Interdependência” (atenção a esse título que pautou todas as apresentações!), o evento – que também tem foco publicitário – trouxe entre seus palestrantes Mark Aronson, Senior COG (Cognitive Anthropologist) da Crispin Porter + Bogusky (CP+B), uma das agências referência no mundo. O que me chamou atenção na sua fala foi justamente sobre o seguinte slide:


Tradução livre: “Não começamos a criar anúncios antes de escrevermos um press release”.

Pra não falar que eu estou enganando vocês, olha o Mark aqui com o slide lá atrás :P


Mark mencionou que a produção de um release no processo de criação de qualquer campanha da agência mostra que eles, planners e criativos, precisam ter algo interessante de fato. Por quê? Porque ao escrever um release de uma campanha publicitária, no briefing, nós Relações Públicas trazemos o olhar de fora que quer entender tudo sobre a campanha, a concepção, as referências, o objetivo e, principalmente, seu diferencial. É esse questionamento, olhar amplo e externo – para poder “vender” a pauta para o jornalista, no caso de assessoria de imprensa – que aguçam eles a irem além e criarem algo realmente relevante!

Não sei vocês, mas achei sensacional o fato dos publicitários incluírem o RP no processo de criação, justamente valorizando e entendendo que a atividade é complementar, que contribui para a profissão deles e que a comunicação realmente é integrada! Se o Relações Públicas iria aparecer apenas lá na frente para receber o briefing da campanha para divulgar, então, por que não inseri-lo no começo das etapas? Particularmente, achei um exemplo que poderia ser seguido por muitas outras agências ;)

Não sei até onde o Mark tem participação nessa inclusão, já que ele é formado em RP rs, mas também serve para mais um exemplo: nos formamos RP’s, mas isso não significa que não podemos atuar, no caso, com publicidade! Tive, inclusive, uma chefe que teve a oportunidade de atuar na área de atendimento de uma agência de propaganda #ficadica

Então eu volto ao ponto que iniciei o post: a rivalidade entre as áreas. Hoje nós falamos tanto de comunicação integrada, mas realmente vemos isso no dia a dia? Esses dois exemplos trazem a minha perspectiva (ou seria vontade?) para 2012 – que cada vez mais vejam, compreendam e valorizem nossa profissão, principalmente aqueles que estão no mesmo mercado – o de comunicação. Vamos parar de “preconceitos” entre as atividades e vamos aproveitar o melhor de cada uma. Pegando o bonde do tema do GP 1+1, vamos integrar de fato, colaborar, pois a comunicação é uma interdependência das áreas não!? Afinal, o objetivo final é fazer nossos clientes felizes e trazer resultados!

Essa é a mensagem que deixo e vou pautar meus posts na coluna esse ano: continuar trazendo ações e campanhas, criadas ou não por RP’s, publicitários, marketeiros…o importante é ter bons cases e exemplos para buscarmos novos patamares!

E o espaço aí embaixo é seu pra comentar os exemplos e se concorda ou não com o questionamento!

Beijos e até o próximo caso ;)

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Relações Públicas e Mídias Sociais

Mídias sociais devem ficar com RP


Fonte: Convergência Uni-BH


CDN, InPress Porter Novelli e Edelman defendem que relacionamento em redes sociais deve ser centralizado em comunicação corporativa.


A área de relações públicas ganhou musculatura e importância no mercado brasileiro, especialmente na última década. Simultaneamente, o aumento da audiência nas redes sociais fez com que essas empresas entrassem com fôlego na disputa pelas contas de monitoramento de mídias digitais, disputando terreno com agências de publicidade. Mas, afinal, de quem deve ser essa responsabilidade? O tema foi discutido no MaxiMídia na tarde desta quarta-feira, 5.

Para Andrew Greenlees, sócio-diretor da CDN, há uma confusão sobre quem deve absorver este trabalho até mesmo dentro dos anunciantes. Kiki Moretti, sócia-fundadora da InPress Porter Novelli, defendeu que relacionamento é a essência da disciplina RP e, por isso, o trabalho baseado na construção de reputação no ambiente digital deve ficar com as agências de comunicação corporativa/Relações Públicas, e não com produtoras de tecnologia (desenvolvedoras de sites) ou agências de publicidade. Já Ronald Mincheff, presidente da Edelman Significa, ressaltou que, atualmente, a maior parte das empresas de comunicação já oferece o trabalho digital, mas a vantagem deste serviço ficar com as agências ou núcleos de RP é que o cliente pode contar com um plano de comunicação corporativa completo, amplo, centralizado em um único fornecedor cuja essência baseia-se na construção de relacionamentos, e não na venda exclusivamente (campo da propaganda).

Outro tema discutido girou em torno da conduta de funcionários nas redes sociais. Para os debatedores, bom senso deve prevalecer. “Não adianta criarmos centenas de códigos de conduta pois sempre haverá uma exceção. As empresas devem fidelizar os funcionários, mas nunca controlar”, ponderou Mincheff, da Edelman.

Fonte: http://convergenciaunibh.webnode.com.br/news/midias-sociais-devem-ficar-com-rp/